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Esquece e vai sorrirMay 23 Bagdad CaféAh, o filme que eu assisti hoje é bem legal. "Bagdad Café". Não sei exatamente porque, a história realmente não tem nada de mais, mas eu gostei bastante. Acho que eu daria uma péssima crítica de livros ou filmes. Quando eu não gosto do filme é até mais fácil falar porque. Mas quando eu gosto é bem mais complicado, e nem dizer sobre o que fala o filme ou o livro eu sei dizer exatamente. Isso de fazer a sinopse é bem pior com livros, porque na maioria das vezes, você contando a história fica bem mais besta, mas tem coisas que realmente não dá pra explicar, elementos exclusivos da escrita, sei lá, cada autora tem uma narrativa própria, umas mais únicas ainda, enfim. creepEu acho que a gente vê as coisas do jeito que quer ver. Esses dias o meu mundo esticou um pouquinho, e as coisas ganharam um espaçamento maior, e deu naquele vazio de sempre. Estou eu aqui, numa quarta-feira, com prova na sexta, e cadê de pegar em um livro? E olhe que nem pra escola eu fui. ér, eu sou realmente um verme ¬.¬'
Meu dia foi vagar pela casa, de cama em cama, comer e assistir filme. Lá fora, aquela chuva que sempre tem em Recife essa época do ano. Aqui dentro, janelas fechadas, chão frio, um típico dia-de-chuva em casa.
Não sei se é a chuva, mas bateu umas saudades. Daquelas angustiantes, que apertam o peito, e são despertadas por um cheiro, uma palavra, um livro.
Mas pensando bem, isso de saudades nem sempre tem sentido. Eu costumo ter saudades de determinadas épocas, mas sei lá, na maioria das vezes a gente só lembra das coisas boas dessa época, o que nos faz ter saudades. Afinal, nós sempre estamos com problemas, mas parece que com o passar do tempo, o que passou fica congelado, como numa foto, e nessa foto, as pessoas sempre estão sorrindo. Bem, é óbvio que você só sinta falta das coisas boas, mas não é disso que me refiro, é que muitas gente idealiza o passado, e daria tudo para trocá-lo pelo tempo presente, enfim. Não é exatamente isso, mas é como se tivesse coisas que só ganhassem importância depois que passou. Não, não, mas como se sua importância aumentasse. Será que um dia eu lembrarei com nostalgia de quando eu era terceiro ano, faltava o dia para ficar dormindo e comendo? Er, bem, acho que ano que vem eu vou lembrar disso todo dia, só que não com nostalgia, mas sim como a causa de eu estar no cursinho e ter demorado um ano a mais para entrar na faculdade. -__________-´
Se bem que pode ser até melhor, não é mesmo, mais um ano para eu decidir que curso fazer!
May 05 As Interminências da Morte"As religiões, todas elas, por mais voltas que lhe dermos, não têm outra justificação para existir que não seja a morte"
"..é para isso mesmo que nós existimos, para que as pessoas levem toda a vida com o medo pendurado ao pescoço, e, chegada a sua hora, acolham a morte como uma libertação.
...
Paraíso ou inerno, ou cousa nenhuma, o que se passa depois da morte importa-nos muito menos do que geralmente se crê. a religião, senhor filósofo, é assunto de terra, não tem nada a ver com o céu" May 02 umdoistresEstamos sentados lado a lado já há alguns minutos, creio eu. Quantos foram, não poderia dizer, pois o passar do tempo, particulamente nesse momento, me irrita profundamente. E o que nos irrita nós tendemos a aumentar. Mas é como se pudesse ouvir o ponteiro dos segundos estalando bem ao meu lado, ao nosos lado, mas o fato é que não havia relógio algum. Buscando livrar-me do incômodo do tempo, tento então distrair-me com alguma coisa: as crianças correndo e gritando; os pipoqueiros e o cheiro da pipoca; o barulho dos carros distante, com curtos intervalos; meus pés, logo ao lado dos seus.. Seus pés. Aposto que estão brincando entre si, fiscalizados pelo seu olhar, como tens mania de fazer. É, lá estão eles mesmo, brincando entre si, anunciando o silêncio do ambiente, apesar de todo o movimento e gritaria ao redor. O tempo, ah, o tempo continua a passar, e nós ainda estamos no mesmo banco, lado a lado, sem a mínima troca de olhares ou palavras, mas ambos sentimos que estamos mergulhando fundo numa intensa discussão. Depois de muito persistir, de muito nos incomodarmos mutuamente com a presença silenciosa alheia, eis que entramos num consenso. Novamente sem uma palavra sequer. Então você se levanta, me dá a mão e eu me levanto também. Sorrimos um para o outro, seguimos e April 22 oi,meunomeéluízaeeupoderiaestarestudandomasestouescrevendobesteirasEstou aqui sentada, na frente do computador, sem ter muito o que fazer já há um bom tempo. É meio incoerente isso, ficar olhando para a tela dum computador sem nenhum objetivo em mente, e me faz sentir mais loser-vegetal ainda. Depois de dar uma olhada nas vidas virtuais de algumas pessoas que mal/não conheço [ e me faz sentir mais loser-vegetal ainda][2], procurar músicas para escutar (visto que estou no computador do meu pai, e não tem muitas musicas), tentar pelo menos cinco vezes executar o cd da apostila do colégio para tentar estudar biologia sem me levantar daqui- pois aqui na minha frente só estão os livros de química e história-, mas o cd trava, e trava de novo, e mais uma vez. Então abro o bloco de notas, e cá estou escrevendo besteiras, depois te ter pensado em algo pra escrever, e essas historias de sempre de pessoas que vivem e que vêem, e apaga, e apaga mais uma vez. Porque até escrevendo, e escrevendo para tentar aliviar alguma tensão de inutilidade por ter bobagens demais na cabeça,isso não me ajuda a esquecer a tal da auto estima. Aí eu me sinto mais limitada ainda, por não conseguir escrever nada de produtivo (nem mesmo para mim), e sempre vem aquelas bobagens acerca da minha vida pessoal desemocionante fantaisadas ao máximo de bobagens pseudo-existenciais. E então começo a sentir mais calor, visto que estou no quarto mais quente da casa, um pseudo-escritório, um sol danado das quase duas da tarde, e nem um ventilador, porque este está na sala, que é longe demais, e no lugar do computador existe um varal de roupas armável. Sim, um varal de roupas num quartinho da área de serviço fantasiado de escritório. Meu pai não gostaria de ver esse varal no seu escritório, pra não quebrar o clima de 'isso é um escritório', mas meu pai está na Alemanha, deste modo o varal está no quartinho. Existe uma parte do blog, visível apenas para o administrador, chamada 'estatísticas', onde eu posso ver as entradas neste espaço. É meio esquisito isso, sei lá. Eu tenho blog já há um bom tempo, uns cinco anos, e isso é muito tempo, já que só tenho desesseis anos, e desde então tenho escrito. E o meu blog do momento sempre passa por ocilações de publicidade. Na maioria do tempo eu escrevo, meio que anonimamente, já que inguém (ninguém é ninguém mesmo) entra, mas também existem as fases em que meus amiguinhos entram no meu blog, seja lá por quais motivos, mas eles sempre comentavam, e eu sabia que eram meus amiguinhos que entravam no meu blog. Mas é estranho isso de eu ver que alguém entrou não saber quem foi, só que entrou, e se for uma pessoa desconhecida? Poxa, pensando assim eu devia pelo menos tentar causar uma boa impressão, não é mesmo? Já que pessoas desconhecidas ainda têm a chance de ter uma boa impressão da minha pessoa. Tentando escrever alguma coisa interessante, comentando fatos da atualidade, ou escrevendo artigos musicais, falando sobre filmes ou livros interessantes, ou até mesmo narrando as minhas aventuras. Mas é, né, esses textos idiotas sobre coisas idiotas são o que eu escrevo desde.. sei lá, desde todos os textos que me lembro ter escrito. Eu não sei falar sobre música, só sei escutar mesmo; as atualidades e problemas sociais ficam para as minhas redações semanais mesmo, e vida interessante eu nunca tive, e não sei escrever suficientemente bem para incrementá-la. Olha o tamanho desse texto. Mas sempre é assim, você começa uma coisa e vai se acomodando, eu comecei a escrever esse texto sem pensar- depois de tanto pensar e não sair nada- e me acostumei, e cá estou; da mesma forma que me acostumei a não estudar e estou com os assuntos de exatas e saúde e eles estão atrasados desde último simulado, que já faz quase um mês. Da mesma forma em que me acostumei a estar no terceiro ano e só ouvir os professores falando de estudos e vestibular que a cada cinco assuntos que eu falo, um deles tem que ser estudos ou vestibular. Ou até menos, já que eu não tenho embasamento intelectual o suficiente para falar sobre mais de cinco assuntos. Mas enfim, acho que já enrolei ao máximo, e vou tentar estudar. mentira- vou acabar lendo, e fingindo que estou me sentindo bem porque não estou estudando mas ao menos estou lendo um livro que sempre cai nas segundas fases do vestibular, ah olhaí, vestibular de novo, desiste da vida, luíza ¬¬ tchau, visitantes, se vocês existirem mesmo, sejam vocês pessoas desconhecidas, sejam vocês meus amiguinhos ou minha irmanzinha April 16 registroseu tenho uma manina que parando agora, para analisar, acho esquisita, mas acredito que algumas pessoas também a tenham.
Desde pequena eu sempre gostei muito de papéis, cadernos. Uma ambição meio até anti-ecológica, visto que tenho bocados de cadernos e agendas antigas, antigas mesmo tipo coisa de 6, 5 anos atrás e não reciclo, e por vezes até tenho mais de um caderno atual, ambos sem utilidade, ou melhor, com a ultilidade de registrar impressões inúteis.
Vez ou outra eu me pego lendo registros antigos: seja meu blog (o do weblogger, cujo o tenho desde os 11 anos), cartas ou esses cadernos, que têm recadinhos de amigos, depressões pré-adolescentes, letras de músicas, relato de sonhos, etc. Acho que eu tenho um certo zelo com todas essas coisas meio que por medo de um dia esquecer de mim. Não, não, não, isso tá parecendo algo egocêntrico demais. Tá, é egocêntrico, mas não é no sentido de esquecer de mim no sentido de me deixar de lado, é de não lembrar como eu era, e ver como eu fui me transformando, e rir de todas as minhas bizarrices.
Ou ir reconstruindo fases passadas da minha vida, por fotos, anotações bizarras e cartas.
Minha nossa, como assim "fases passadas da minha vida"? Eu só tenho 16 anos, às vezes me lembro com saudades até de coisas de menos de seis meses atrás.
É ser nostálgica demais, viu? Meio ridículo isso, hein. April 15 one is the loneliest numberIt's just no good anymore since you went away Now I spend my time just making rhymes of yesterday (one by one by one) Because one is the loneliest number that you'll ever do One is the loneliest number that you'll ever know One is the loneliest number April 14 andomeio desligado
eu nem sinto, meus pés no chão
olho, e não vejo nada
eu só penso se você me quer
eu nem vejo a hora de lhe dizer
aquilo tudo que eu decorei
e depois do beijo que eu ja sonhei
você vai sentir, mas
por favor, não leve a mal
eu só quero
que você me queira
não leve a mal April 12 dãIsso de não saber se comunicar é o pior problema de todos. Os tais dos cinco sentidos são fortes instrumentos para passar/receber informações. Mas tem gente que nasce sem (ou, por algum problema, acaba perdendo) um desses sentidos, mas tal fato não interfere na boa comunicação da pessoa. Até por conta daquela velha história, que um cego, por exemplo, tem os outros sentidos muito mais aguçados, e pode se adaptar tão bem que a falta da visão acaba sendo superada por outras coisas. Mas o complicado é que tem gente que, além de uma leve rouquidão, não tem problemas mais sérios nas cordas vocais, mas ainda assim, tem isso de falar como um complicador. Gente que vê, muito bem (com exeção de uns poucos graus de miopia), mas parece que quanto mais vê, menos entende, e mais se atrapalha. Gente que parece que escolhe, todos os problemas possíveis acerca da tal da externalização, e de tanta coisa guardada dentro de si, um dia acaba por explodir... Mas até lá, ah, ainda dá pra entrar muita coisa, que ainda vai se perder muito aqui por dentro, pra quando sair, já não ser mais inteligível. Pois é, né. Gentes que, com todos os dedinhos, e uma educação escolar razoável, não consegue sequer escrever algo compreensível. April 11 SonhosVez ou outra, quando estou dormindo, acontece um fenômeno estranho. É como se minha alma acordasse, mas o meu corpo não, sei lá, como se eu quisesse despertar, mas não fosse responsável pelos meus próprios movimentos: aquilo de querer se levantar e afundar cada vez mais, querer gritar e não conseguir. É uma sensação de extrema agonia, que por vezes ainda piora, trazendo falta de ar ou coisa do tipo.
Acho que isso já aconteceu umas três ou quatro vezes, lembro-me inclusive das primeiras terem sido as mais desesperadoras de todas. Numa dessas bienais do livro, estava eu conversando com uma moça, que divulgava um livro que tratava dumas dessas religiões (não exatamente religiões) esquisitas que tratam de assuntos interessantes, no caso a conversa era sonhos, e então citei o fato que ocorria comigo. Ela falou aquela historia que muitos ja ouviram falar, que nossa alma é ligada ao nosso corpo, mas não fica presa à ele, e o que acontece durante os sonhos são meio que viagens espirituais. E às vezes, ao 'retornar' ao corpo, a alma não se 'encaixa' direito a ele, e é isso que acontece nas situações as quais me referi. Então o que eu deveria fazer seria piscar os olhos pra dar uma forcinha e tudo se encaixar direitinho. Tudo bem que com esses meus termos inadequados e possiveis distorções (ainda mais se tratando de um assunto desses) isso ficou parecendo meio bizarro, mas o fato é que eu achei essa historia muito interessante. Na verdade, sonhos no geral são algo tão surrealmente interessantes pra mim, que qualquer teoria que você me disser é possível que eu acredite. Não sei se essa historia toda é puramente psicologica, sonho ou o que que seja, só sei que das outras vezes que eu não consegui acordar eu fiz o que a tal moça disse: pisquei, e até funcionou. Não sei porque estou falando esse monte de babozeiras. Vai ver porque passei a tarde dormindo, e no primeiro intervalo do sono, isso aconteceu comigo, e no outro eu tive sonhos muito bizarros. E eu devia estar estudando, não é mesmo? Mas dormit também é muito interessante, além de ser muito mais aconchegante, não é mesmo? Pois é, deveria estar estudando agora também, mas hoje tudo está tão difícil de descer. "Peixes
Seria por que concebe um mundo ideal sem injustiças que você de vez em quando se desentende com o mundo real la fora? Tema de reflexão para esta quarta-feira, movida a vibrações originais, troca de conhecimento e abertura para o mundo. Surpreenda-se com as pessoas. "
Pois é, eu sou inútil, leio horóscopos e devia estar estudando agora. April 05 Dress up in you
You got lucky, you ain't talking to me now Little Miss Plucky Pluck your eyebrows for the crowd Get on the airplane You give me stomach pain I wish that you were here We would have had a lot to talk about April 01 A barataQuem frequenta Recife certamente conhece a Rua da Tomazina, popularmente conhecida como rua do burburinho, visto que não há muitos lugares para sair. É uma rua comum, num bairro histórico do Recife que abriga alguns bares, dentre eles o burburinho. E as mesas dos bares ocupam quase toda a extensão da rua. Não é lá muito divertido mas ainda assim tem gente que não consegue escapar, e acaba por lá todo final de semana. Mas eu não vim fazer um guia de programas falidos do Recife, então vamos logo ao assunto. Estávamos eu e duas amigas- Raissa e Renata- na tal rua, que por já se encontrar demasiadamente cheia ficava cada vez mais difícil encaixar mesas. Pedimos pro garçon apertar uma mesa junto a parede, e la ficamos, meio apertadas. A mesa estava em cima da calçada, junto à parede, como acabei de falar, e so cabiam duas cadeiras na calçada. A cadeira que não coube na calçada ficou na rua, com um certo desnível mas nada realmente importante. Conversa vai, conversa vem, e Renatinha (uma criatura um tanto escandalosa) faz menção à uma barata na parede, ao meu lado. Um pequeno escândalo, me levanto e fico observando a bartata, que desce a parede e vai pro chão, então perco-a de vista, logo deduzo que ela se enfiou num bueiro qualquer. Passsada a tensão, volto para minha cadeira e a descontração volta a reinar na mesa. Vez ou outra olho pelos lados, mas nem sinal da barata. Então a noite segue.. -Lua, a barata tá na tua bolsa! -Aaaaah, sério? que mentira! Mexo minha bolsa pra ver se encontro algo e vejo, de relance, uma mancha preta e grande. Não sei exatamente o que fazer, o que pensar, toda minha noção de mundo dá espaço a um desespero enorme e então descubro-me em pé, sacudindo a bolsa com a ponta dos dedos e gritando. Gritando- desesperadamente, initerruptamente, gasguitamente e todos adjetivos que possam causar vergonha. Passados alguns segundos de gritaria percebo que algumas pessoas se aproximaram pra ver o que era, e meio que acordo. Raissa continua sentada na mesa, e me olha- um olhar destrutivo, me fuzilando. Rapidamente (ainda em pé, e sacudindo a bolsa) olho em volta e percebo o motivo da raiva de raissa contra a minha pessoa. Renatinha, já estava longe, do outro lado da rua. A rua, esta inteira (inteira mesmo!) olhava para nós. E o comentário geral era o que estava acontecendo. A maioria das pessoas não entendiam, algumas pensavam ser algo sério (não que uma barata não seja algo sério, convenhamos!), outras pensaram até ser um rato. A vergonha se espalha por todo o meu corpo e jogo a bolsa na mesa. Algumas pessoas vêm me perguntar o que está acontecendo, e não acreditam ao ouvir minha resposta em tom choroso "é que..tinha uma ..barata.. na minha bolsa.. " Alguém pega minha bolsa da mesa, sacode e mata a barata. Eis que a rua da Tomazina é tomada por aplausos, e aos poucos vou voltando à minha pessoa. Como não encontro nenhum buraco para me esconder, vou me abaixando lentamente enquanto escuto um "Luíza, eu te odeio. Eu te odeio muito." E isso foi so o começo da noite. March 31 peelsA melhor e mais eficaz cura para pseudo depressões, sentimentos autodestrutivos, obsessões ou coisas chatas que te deixam com dor de cabeça é dormir. Você dorme, sonha, acorda, dorme de novo, sonha mais um pouquinho e ta tudo bem. O problema é quando essa cota de sono acaba. Não sei ao certo, mas é que tem umas tristezas que dão sono, sabe? Você passa o dia deitada, quietinha, e dorme e acorda zilhões de vezes . É bom pra ansiedade também, afinal, o tempo passa e você nem sente. É uma pena que nem todos os problemas possam ser resolvidos dormindo, e que nem sempre se consiga dormir. :3 March 18 maisumtextodaquelesqueacabamnãoconseguindodizernadaÉ engraçado pensar como você é tão pequena dentro do mundo mas tão grande dentro de si. Por mais que se sinta vazia, você tem sim, uma noção do quanto aquilo que chamamos alma é incomensurável. É até difícil pensar o que seria alma. Tudo que está dentro de nós? Ou tudo aquilo em que nós estamos inseridos? Será que existe uma barreira entre você e o mundo? Ou então estão todos em contato e em uma constante troca? Essas perguntas que envolvem o mundo e a existência humana levam à outras reflexões e à incertezas gritantes, essensialmente sensoriais, difíceis de serem externalizadas, explicadas. É como se fosse algo muito longe de chegar, e só de pensar dá uma enorme preguiça.
Uma sensação parecida, essa preguiça de chegar à algum lugar, que eu tive ao pensar hoje nesta questão que atormenta muitas pessoas, essa danada da profissão, ou aquela velha história de o que ser quando 'crescer'. Acho que profissão mesmo não é o real problema. Porque gosto de tantas coisas que acho que acho que existem um bocado de profissões que trabalham com coisas que eu gosto. Mas é aí que vem essa coisa da existência, da relação que temos com o mundo; será que as coisas realmente podem ser entendidas? É como se existisse um mecanismo que move o mundo. E como se fosse possível entendê-lo, e desta forma até alterá-lo. Mas é como se isso fosse tão distante que dói a cabeça só de pensar. E então eu apenas me adaptasse à esta forma de funcionar do mundo, fingindo que todas as coisas que acontecem todos os dias fossem normais, porque sempre foram, e sempre vão ser. (Mas é só cutucar que volta aquela inquietação. E eu não sei se o melhor jeito de fazer com que ela agonie menos é deixando quieta, como uma coceira que se você não tocar, depois de um tempo você finge que esquece, mas a sente ali. Ou se a melhor maneira de acabar com toda essa agonia é cutucando mais fundo!) Hoje eu estava estudando química, aquela história do modelo atômico de Rutherford-Bor. Caramba, o cara passou a vida pesquisando sobre algo que é completamente impossível de enxergar, apenas buscando explicações para coisas visíveis. Imagina, você fazer estudos e mais estudos para chegar à conclusão de que é impossível saber a posição e a velocidade do elétron ao mesmo tempo. É tão surreal isso de pessoas se preocuparem tanto com partículas tão pequenas. Mas tem muitas coisas que são assim, que não tem explicações visíveis. Sei lá, acho que o que me impressiona um bocado, é a persistência de algumas pessoas em buscar explicações para coisas 'inexplicáveis'. Isso tudo é realmente fascinante, mas eu acharia meio frustrande dedicar parte da minha vida à coisas difíceis de imaginar. Eu acho que eu estou saindo um pouco da linha com esse texto, não? Calma, pessoas, eu ainda não decidi prestar vestibular pra química ou coisa parecida. E (acho) que também ainda não enlouqueci com essa história de vesbitular, que não consigo pensar ou falar nada que não esteja relacionado. Mas fazer o que, se entre nós e quaisquer planos que façamos pra o futuro existe o vestibular no caminho? -___-´ aaaaaaaaaaaaaah
tij
semata,luiza March 09 -_-Hoje Recife acordou mal-humorado. Acho que uma semana inteirinha de sol foi demais pra ele, pois pense como a água não pára de cair! Hoje eu acordei preguiçosa, decidi dormir um pouco mais. Isso devia me causar um peso na conciência terrível, pois esse ano eu tinha feito um trato comigo mesma que não ia ficar faltando por besteiras (e por incrível que pareça tava conseguindo cumprir: em pouco mais de um mês, só perdi aula uma vez. e quem me conhece sabe que isso é um avanço, sim!). Mas, caramba, dias assim não foram feitos pra sair de casa não! Não me refiro à dias de chuva, mas a dias assim, mal-humorados e preguiços. March 05 ZabelêSabe uma vontade assim, incabida, de chorar? Uma fragilidade que parece que vai chegar uma hora que você vai derreter e descer por um ralo qualquer.
Não é exatamente tristeza, acho que a palavra mais adequada é fragilidade mesmo, como se tudo fosse forte demais para os meus olhos. É olhar pra uma coisa bonita, e se desmanchar nela, sentir uma felicidade transfomada em medo, não sei bem explicar. É se perder nas coisas. Como se eu quisesse dividir de formas não convencionais toda essa minha angústia com alguém, e fosse me perdendo assim, em tudo. Deixando um pouquinho de mim em cada lugar que eu passo. Uma felicidade triste, uma incapacidade de viver a vida. É me desmanchar numa música bonita, é não suportar um sorriso de alguém que eu goste, assim. É ter vontade de chorar só de ver as pessoas, me perder num abraço, num beijo, e mais ainda no mundo. É uma vontade deitar numa rede, no escuro, e ficar la, encolhida, chorando pra ninguém ver. Chorar toda ssa angústia, desse mundo, que não cabe em mim. Todos esses elementos bonitos, que eu não sei como ver. Todas essas pessoas, que eu não sei como acolher dentro de mim. Toda essa saudade, que escorre loucamente por aí. Todas essas músicas que alguém fez, sem saber, mas as fez pra mim. E essa tristeza, de ter uma música pra mim. E essa incapacidade de externalizar as coisas, incapacidade até mesmo de entender. O que, ainda não entendi, mas sei que há algo pra entender. Minha sabiá Minha zabelê Toda meia-noite eu sonho com você Se você duvida, eu vou sonhar pra você ver Minha sabiá Vem me dizer, por favor O quanto que eu devo amar Pra nunca morrer de amor Minha zabelê Vem correndo me dizer Por que eu sonho toda noite E sonho só com você Se você não me acredita Vem pra cá, vou lhe mostrar Que riso largo é o meu sonho Quando eu sonho com você Mas andalogo Vem que a noite já não tarda a chegar Vem correndo pro meu sonho escutar Que eu sonho falando alto Com você no meu sonhar Não é o sentido, mensagem, propriamente. É algo sensorial, apenas. Sabe? February 28 Perhaps, Perhaps, PerhapsYou won't admit you love me And so how am I ever to know You always tell me Perhaps, perhaps, perhaps. A million times I have asked you And then I ask you over again You only answer Perhaps, perhaps, perhaps If you can't make your mind up We'll never get started And I don't wanna wind up Being parted broken-hearted So if you really love me Say yes But if you don't dear confess But please don't tell me Perhaps, perhaps, perhaps If you can't make your mind up We'll never get started And I don't wanna wind up Being parted broken-hearted So if you really love me Say yes But if you don't dear confess But please don't tell me Perhaps, perhaps, perhaps Perhaps, perhaps, perhaps Perhaps, perhaps, perhaps
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